quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O que simples botões de joaninha podem te ensinar sobre Seleção Natural

Essa é mais uma proposta de um jogo didático para aprender o conceito de Seleção Natural, de forma simples e divertida. Você professor/a pode aplicar em sala de aula, e você aluno/a pode revisar o conteúdo com seus amigos.

A proposta está descrita no artigo "A seleção Natural em ação: o caso das joaninhas", dos autores Lyria Mori , Cristina Yumi Miyaki e Maria Cristina Arias, publicado em 2009. O link para acessar esse artigo você encontra ao final desta postagem.
Muitas vezes temos dificuldade em compreender alguns conceitos de Genética e de Evolução, como por exemplo a Seleção Natural. 
No artigo as autoras apresentam um jogo que auxilia a compreender de forma lúdica e visual a seleção natural e os efeito das mudanças ambientais nas freqüências alélica e fenotípica em uma população, no caso do jogo proposto em uma população de joaninhas. 
Com o jogo também podem ser trabalhados conceitos de Educação Ambiental, enfatizando a necessidade de cuidar do meio ambiente e preservar a biodiversidade.
O jogo tem o objetivo de trabalhar os conceitos de genes, alelos múltiplos, dominância e sua ausência, genótipos, fenótipos, homozigose, heterozigose e seleção natural, para isso o jogo permite simular a interação entre genes, fenótipos e o meio ambiente.
Os materiais são simples e fáceis de encontrar, todos os materiais, procedimentos, modo de jogar e questões para discussão estão disponíveis no artigo.
Fonte: Mori; Miyaki e Arias (2009).


Confira no link e se divirta!

http://genoma.ib.usp.br/sites/default/files/atividades-interativas/genetica-na-escola-42-artigo-09.pdf

Roleta da Evolução: mais uma proposta de Ensino.

O ensino de biologia não se resume mais a memorização de nomes e conceitos, mas se torna uma ferramenta importante para a formação humana, que pode capacitar o indivíduo a compreender o mundo onde vive e a interagir com ele fazendo escolhas e tomando decisões. Portanto, surge a necessidade de se buscar novas estratégias de ensino, que contemplem os anseios dos alunos em aprender conceitos da área de biologia, e, neste contexto, os jogos didáticos surgem como uma alternativa para auxiliar na resolução desse paradigma do ensino atual.
Baseado nisso uma proposta muito interessante é o jogo desenvolvido por Duarte, et al (2017) , a ROLETA DA EVOLUÇÃO.



Dinâmica do jogo 
Para iniciar a aplicação do jogo formam-se quatro equipes, e escolhe-se um representante de cada equipe, de acordo com o número de ilhas do tabuleiro.  
O líder de uma das equipes roda a roleta e verifica qual tópico foi selecionado nela, e em seguida retira uma das três cartas dicas correspondentes e depois montam uma situação na maquete utilizando os elementos disponíveis para ilustrar circunstâncias que abrangem o tema selecionado, tendo 2 minutos para esta montagem.


Quando a roleta gira, se a seta da roleta parar no tópico "mutação”, por exemplo, o aluno líder da equipe se apodera de uma das cartas sobre mutação, realizando a leitura da dica em voz alta, de modo que todos da turma o ouçam. 


A partir da dica os alunos discutem em grupo para construir uma ilustração estratégica simulando uma situação de mutação, utilizando os elementos representativos de animais e vegetais, remetendo a fatores que podem contribuir para o processo de Evolução
Essa dinâmica segue até o final do jogo composto de três rodadas, a primeira com o valor de 50 pontos, a segunda de 100 pontos e a terceira 300 pontos. A cada rodada realizada, deve-se trocar o aluno líder, para que desta forma, todos participem igualmente promovendo a interação e incentivando o trabalho em equipe. Ao final do jogo  a equipe que mais pontuou é a vencedora. 

Para entender melhor a dinâmica desse jogo e sua contribuição para com a aprendizagem dos alunos dá uma olhadinha nesse artigo:
DUARTE, T. S.; et al. Roleta da Evolução: Uma ferramenta didática para o ensino de Biologia no Ensino Médio, 2017.

Lamarck e sua contribuição para a Evolução



Jean Baptiste Lamarck nasceu no dia 1 de agosto de 1744 na cidade de Bazentin (França) e faleceu no ano de 1829, em Paris. Foi um importante biólogo, pois seus estudos contribuíram muito para a sistematização dos conhecimentos da História Natural.
Foi Lamarck quem começou a usar o termo “biologia” para designar a ciência que estuda os seres vivos. Foi este cientista também que fundou os estudos de paleontologia dos invertebrados.
As teorias desenvolvidas por Lamarck eram transformistas, ou seja, partia do princípio de que os seres vivos evoluem e se transformam. Desta forma, os organismos mais simples, com o passar do tempo, iriam se transformando em seres mais complexos, até atingirem uma condição de vida ideal e perfeita.

Vamos entender um pouquinho sobre a teoria mais conhecida dele a Teoria do Uso e Desuso.
Para ele, órgãos que são pouco utilizados durante a vida de um animal, com o passar do tempo, vão atrofiando e perdendo suas funções até desaparecerem. Por outro lado, os órgãos mais utilizados, cujas funções para a sobrevivência são fundamentais, tendem a ganhar força e se desenvolverem de forma proporcional ao tempo utilizado. Para explicar esta teoria, Lamarck utilizou o exemplo das girafas. Estes animais, necessitando obter seus alimentos no topo de árvores altas, fortaleciam com tempo (de gerações para gerações) o pescoço e, por isso, tinham esta parte do corpo bem desenvolvida. Depois de novos estudos essa teoria foi descartada.

Apesar de lembrado por seus erros, as teorias de Lamarck influenciaram os estudos evolucionistas desenvolvidos por Charles Darwin. Na terceira edição de Origem das Espécies, Darwin chegou a elogiar as pesquisas de Lamarck. 


REFERÊNCIAS:

As ideias de Lamarck. Disponível em: <https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Evolucao/evolucao14.php>. Acesso em: 04 de dezembro de 2018.

Lamarck. Disponível em: <https://www.todabiologia.com/pesquisadores/lamarck.htm>. Acesso em: 04 de dezembro de 2018.
                              

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A Teoria da Evolução de Darwin é “só” uma Teoria?

     A falta de conhecimento e entendimento faz com que alguns conceitos equivocados sejam divulgados amplamente. Um exemplo disso é a Teoria da Evolução proposta por Charles Darwin que explica a origem das espécies. Essa é uma teoria bastante questionada e um dos argumentos que é amplamente difundido é o de que esta é “apenas” uma teoria. Qual o problema desta afirmação? Quando se utiliza a palavra “apenas” entende-se que essa é uma teoria qualquer que foi “inventada”, “criada” sem nenhum embasamento, algo pouco confiável. Demonstrando assim a falta de conhecimento a respeito do significado de uma teoria científica.

Mas o que é uma teoria científica?

     É um conjunto de técnicas organizadas sistematicamente, aplicável a uma ampla variedade de circunstâncias; um sistema de princípios, e regras de procedimento elaborados para analisar, prever, ou descrever a natureza ou comportamento de um determinado conjunto especificado de fenômenos. Desta forma uma teoria apresenta hipóteses que irão tentar explicar certo fenômeno através de um método determinado que a comprove ou a descarte.
      Sendo assim uma teoria não precisa necessariamente explicar tudo de determinado fato ou fenômeno, mas sim comprovar explicar de uma forma mais coerente esse fato ou fenômeno. 


Para maiores informações acessar:

Canal do Pirula disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=dNBK7S7gROg>

EVOLUÇÃO HUMANA: Viemos do macaco?

Certamente em algum momento de sua vida você já se deparou com a imagem a seguir.
Representação da evolução humana.
Fonte: https://www.colegioweb.com.br/historia/ser-humano-dos-australopithecus-ao-homo-sapiens.html
Esta representação da evolução humana é muito repercutida na internet, revistas e até mesmo nos livros didáticos utilizados na escola. Mas qual o problema? A grande discussão a respeito dessa imagem é a ideia que ela difunde na população de que o homem “veio do macaco”. Trazendo uma visão Lamarckista onde a evolução das espécies é tratada como um processo linear. Hipótese essa refutada por Darwin a milhões de anos atrás.

Mas então qual a relação entre homens e macacos?

Estudos filogenéticos demonstram que o homem e o macaco apresentam um ancestral em comum. Estudos moleculares indicam que o chimpanzé, o gorila e o homem são espécies muito próximas. E o mais incrível é que estes estudos demonstram também que os chimpanzés têm mais da metade do seu DNA praticamente idêntico ao da espécie humana.
Sendo assim se levarmos ao pé da letra o homem não “veio do macaco” e sim o homem é um macaco.
Fonte: FERREIRA, F. (2018)
Referência


SCHWANTES, A. R.; ARTONI, R. F. Apostila Evolução Biológica. Disciplina de Evolução do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2018.

Jogo didático: Pife dos filósofos

Se você é professor/a, aqui está uma excelente ideia para trabalhar Evolução com seus alunos e alunas, de forma fácil e divertida! Se você é aluno/a e precisa revisar o conteúdo, esse jogo também é para você!

 

Pife dos filósofos
O jogo tem por objetivo facilitar e reforçar o conhecimento dos alunos sobre os diversos filósofos da evolução e suas linhas de pensamento. Sugere-se para o professor que utilizar o jogo como ferramenta de fixação, montar um bloco didático, escolhendo cinco filósofos os quais terão sua vida e linha de pensamento apresentadas para os alunos previamente. Neste caso utilizou-se os filósofos Aristóteles, Darwin, Lamarck, Georges Louis Leclerc e George C Williams. Isso estimula os alunos a prestarem atenção na aula, de uma forma descontraída e enriquecendo seus conhecimentos.

Desafio e enigma do jogo
O desafio colocado ao jogador é o de conseguir reunir, antes dos demais participantes, o conjunto de cinco cartas relacionadas a um determinado filósofo por escolha do próprio jogador. O enigma está no fato dos jogadores não terem conhecimento da escolha feita pelo adversário. 

Baralho
O baralho possui 25 cartas, divididas em cinco conjuntos de cinco cartas, sendo cada conjunto a representação dos seguintes filósofos: Aristóteles, Darwin, Lamarck, Georges Louis Leclerc e George C Williams.
Em cada qual dos conjuntos as cartas estão numeradas de 1 a 5 e estampam imagens de um dos filósofos e a linha de pensamento deles.

Número de jogadores
O baralho deve ser aplicado para grupos de cinco alunos mais um tutor, para observar o jogo e ver se os demais estão lendo as cartas em voz alta ao formarem o grupo com as cinco cartas.

Modo de jogar
1. Embaralhar as cartas.
2. Distribuir para cada jogador cinco cartas. Cada jogador deve manter as cartas em sua mão de forma oculta dos adversários.
3. Em cada rodada, cada jogador deverá passar uma de suas cartas para o jogador à sua esquerda.
Todos os jogadores deverão passar suas cartas simultaneamente. Dessa forma, a carta recebida só pode ser passada na rodada seguinte.
Vencedor. Ganhará o jogo quem conseguir reunir primeiro as cinco cartas referentes ao seu grupo de filósofos. 
 
Lembrando que você pode adaptar o jogo para o conteúdo que quiser!
Monte suas cartas e boa sorte!